‘Ciência da recuperação’ indica hábitos importantes após prática de exercícios

Quando realizamos uma atividade física, os benefícios do exercício são obtidos durante o período de recuperação. Isto caracteriza o período pós-atividade como de importância fundamental para os objetivos do programa.
Até muito recentemente, toda a ênfase da evolução das ciências do esporte estava direcionada para aperfeiçoar os programas de treinamento. O progresso científico nesta área ocorreu de forma acelerada, contribuindo para a enorme evolução do desempenho esportivo, a ponto de ser cada vez mais frequente o questionamento a respeito dos limites do corpo.
Atualmente, existe uma nova área que acena com perspectivas de grande inovação e de possibilidades muito interessantes na contribuição do exercício para performance e saúde. Trata-se exatamente da ciência da recuperação pós-atividade.
O conhecimento científico atual ensina que existem dois importantes mecanismos que se desenvolvem durante a recuperação:
1 – Assim que o exercício termina, os músculos têm uma necessidade imediata de repor as reservas de energia utilizadas durante a atividade realizada. Esta reposição se traduz por um mecanismo de ressíntese do combustível utilizado, representado pelo glicogênio muscular. Para repor o glicogênio, os músculos requerem duas condições básicas: repouso e nutrientes. Os nutrientes necessários são fontes de carboidrato, que devem ser aportadas imediatamente após a atividade terminar. Este aporte imediato de glicose garante uma reposição mais rápida do glicogênio e acelera o período de recuperação. Segundo trabalhos científicos recentes, a recomendação é consumir 1g por quilo de peso corporal de carboidratos durante os primeiros trinta minutos de recuperação.
2 – O segundo mecanismo da recuperação é a reparação do dano tecidual. Este é o processo de remodelamento dos músculos em decorrência do estímulo do exercício. A atividade física promove um “dano tecidual” que é reparado por um pré que vai atender a necessidade da recuperação. Também aqui, os primeiros minutos da recuperação são importantes e a ingestão de 0,25g por quilo de peso de proteína proporciona uma recuperação mais acelerada.
Certamente, novos conhecimentos científicos vão surgir e ocesso inflamatório, remodelando a ultraestrutura dos músculos. Durante este período, o nutriente importante é a proteína. Novamente, a combinação de repouso e nutrientes acrescentar mais informações para contribuir para que cada vez mais os benefícios do exercício possam ser potencializados. A área da “ciência da recuperação” com certeza deve ser um dos campos mais férteis para os novos conhecimentos.

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Sobre Prof. Carlos

Profissional registrado no Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e no Conselho Regional de Educação Física (CREF). Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Oeste Paulista – UNOESTE, pós graduado em Treinamento Desportivo pela Escola Superior de Pesquisa e Pós-Graduação-PR, possui curso de capacitação em treinamento personalizado, farmacologia e exercício, fisiologia do exercício e treinamento na saúde, na doença e no envelhecimento. Participa do Grupo de Estudo e Pesquisa em Programa de Exercícios Físicos no Envelhecimento (GEPPEFE).
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