Hérnia de disco: tratamento com raio infravermelho tem 86% de sucesso

As lesões na coluna vertebral em atletas são, principalmente, discais, como no caso da hérnia de disco. Muitas vezes, o seu tratamento se torna um desafio.

Durante o esporte, a coluna sofre cargas excessivas nos discos intervertebrais, fazendo assim com que a longo prazo, degenerem perdendo propriedades de proteínas, causando microfissuras no disco até em um estagio final se tornando uma hérnia de disco ou uma protusão discal.

Como não existe consenso mundial sobre a indicação e evolução de tratamento cirúrgico, novas técnicas tem sido criadas e tem indicação absoluta para atletas e pacientes que não desejam serem operados. Um exemplo é a técnica de descompressão articular denominada SpineMED. Trata-se de uma máquina computadorizada e configurada conforme o nível da patologia de cada paciente, tratando assim o ângulo de descompressão exata.

O aparelho possui um sistema de pistão com infravermelho que avalia a cada 2,5 milissegundos contrações de espasmos musculares durante a descompressão. Possui um sistema restritivo de pelve listada no FDA, CE, Anvisa, Inmetro. Os estudos recentes deste procedimento mostram taxa mundial de sucesso no tratamento de 86%.

Aparentemente, a máquina aumenta a difusão osmótica do disco, aumentando a quantidade de proteína e água que o disco degenerado perdeu. Com o disco mais nutrido e preparado para sobrecargas, existe a possibilidade de regressão de uma hérnia de disco. Estudos futuros determinarão os efeitos biológicos deste novo método de tratamento.

Felizmente, a grande maioria das pessoas melhoram com o tratamento conservador (não cirúrgico) e isso envolve a fisioterapia, que engloba terapias manuais, eletroterapia, acupuntura, hidroterapia, pilates, treinos funcionais; medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios, corticoides, morfina; repouso; compressas, etc. Isso tudo, além de correções posturais e perda de peso.

Como o disco intervertebral é um tecido desprovido de vasos sanguíneos, espera-se que a cicatrização de uma lesão leve de seis a oito meses em média, sendo que alguns casos podem levar até cinco anos. Nos poucos casos em que a evolução não seja favorável ou em atletas profissionais que não possam ficar afastados do esporte por um longo período, são realizados alguns procedimentos invasivos, como infiltrações, retiradas de hérnias por microscópio, cauterização do disco (radiofrequências) ou até cirurgias mais invasivas como próteses de disco e a fusão da coluna por placa e parafuso.

De janeiro a novembro do ano passado, o sintoma foi motivo para 46.953 entradas na rede pública em todo o Brasil. A média foi a mesma de 2012, quando 51.517 pessoas foram diagnosticadas com esse tipo de problema em hospitais públicos. Os dados são do

Ministério da Saúde. Segundo estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% da população mundial têm, teve ou terá dor nas costas.

Matéria publicada pelo site Eu Atleta

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Sobre Prof. Leud

Leudenei Sganzerla – (Prof. Leud) CREF: 081722-G/SP Profissional registrado no Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e no Conselho Regional de Educação Física (CREF). Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Oeste Paulista – UNOESTE, Presidente Prudente - SP. Pós-graduado em Treinamento Personalizado e Musculação pela Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, Londrina - PR. Possui Certificação Internacional Oficial TRX Suspension Training (Treinamento em Suspensão), Certificação Core 360° - Treinamento Funcional e diversos cursos de capacitação como: Prescrição e Orientação de Exercícios na Saúde, na Doença e no Envelhecimento, Atividade Física e Saúde, Envelhecimento e Atividade Física, Atividade Física e Saúde, entre outros. Natural de Presidente Prudente, interior de São Paulo, onde reside e trabalha atualmente. Como Personal Trainer, tem atuado com os mais variados públicos, dentre estes, indivíduos que requerem cuidados específicos, como cardiopatas, obesos, diabéticos, pessoas com problemas na coluna e síndrome metabólica.
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