Melhorar a alimentação é saída para diminuir taxas de ácido úrico e ureia

Nutricionista explica que deve ser estimulado o consumo de laticínios com baixo teor de gordura (leite desnatado e queijos magros/light), por exemplo.
Muitos pacientes, principalmente homens, chegam ao consultório apresentando alteração em exames laboratoriais com elevação do ácido úrico e ureia. A maior dúvida é o que “retirar” ou acrescentar na alimentação para reduzir estas taxas e prevenir o aparecimento da gota.
Gota é um tipo de doença reumática, desencadeada pela cristalização do ácido úrico dentro da articulação, sendo a principal causa de artropatia inflamatória na população masculina adulta. Os principais fatores envolvidos no aumento da prevalência dessa doença incluem aumento da longevidade, insuficiência renal crônica, hipertensão arterial sistêmica, obesidade e síndrome metabólica. A ingestão dietética de purinas pode contribuir substancialmente para os níveis de ácido úrico do sangue.
Trabalho recente (Third National Health and Nutrition Examination Survey – NHANES) avaliou 14.809 indivíduos (6.932 homens e 7.877 mulheres) com idade superior a 20 anos, entre 1988 e 1994. Avaliando a relação entre o consumo de alimentos ricos em purinas, proteínas e laticínios e níveis de ácido úrico no sangue. Encontrou-se associação positiva entre níveis de uricemia e aumento no consumo total de alimentos de origem animal como carne e frutos do mar, entretanto redução com aumento na ingestão de laticínios em pacientes com hiperuricemia ou gota.
O consumo de aveia e de vegetais ricos em purinas (ervilha, feijão, vagem, lentilhas, espinafre, cogumelos e couve-flor) não foi associado a aumento do risco de gota. Existe associação positiva entre consumo de álcool e risco de gota, variando com o tipo de bebida alcoólica. A cerveja confere risco maior do que as bebidas destiladas, enquanto a ingestão moderada de vinho não aumenta o risco.
Quando ocorre elevação de ácido úrico ou ureia no sangue é fundamental restringir alimentos ricos em purinas de origem animal (carnes, pato, miúdos, embutidos e frutos do mar) e alimentos/condimentos industrializados como caldos de carne e sopas instantaneas. Alimentos ricos em purinas de origem vegetal não precisam e nem devem ser evitados, pois são excelentes fontes de fibras, vitaminas e minerais. Deve ser estimulado o consumo de laticínios com baixo teor de gordura (leite desnatado, queijos magros/light).
A hiperuricemia e a gota, geralmente, estão associadas com obesidade, hipertensão, dislipidemia, aterosclerose e intolerância à glicose. Precisando haver mudanças de hábitos de vida, como perda de peso, sair do sedentarismo, orientação nutricional e sobre o consumo de bebidas alcoólicas.
Fonte: Revista Brasileira de reumatologia: revisão 2008 – Geraldo da R. Pinheiro).
Por Cristiane Perroni – Nutricionista.

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Sobre Prof. Carlos

Profissional registrado no Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e no Conselho Regional de Educação Física (CREF). Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Oeste Paulista – UNOESTE, pós graduado em Treinamento Desportivo pela Escola Superior de Pesquisa e Pós-Graduação-PR, possui curso de capacitação em treinamento personalizado, farmacologia e exercício, fisiologia do exercício e treinamento na saúde, na doença e no envelhecimento. Participa do Grupo de Estudo e Pesquisa em Programa de Exercícios Físicos no Envelhecimento (GEPPEFE).
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