Profissional de Educação Física ganha prêmio Jovem Cientista 2012

O Profissional de Educação Física, Rodrigo Gonçalves Dias (CREF 059988-G/SP), desvenda mecanismo pelo qual alteração genética afeta vasodilatação muscular durante exercício físico e caracteriza a “assinatura molecular” do treinamento físico.

Quando praticamos exercícios físicos, nossas artérias se dilatam, abastecendo os músculos com sangue e nutrientes. A principal responsável pela vasodilatação é a molécula de óxido nítrico (NO), sintetizada naturalmente nos vasos sanguíneos por uma enzima específica, a óxido nítrico sintase endotelial (eNOS). Em um estudo que propôs rastrear o gene codificador desta enzima, o pesquisador Rodrigo Gonçalves Dias descobriu uma mutação genética que pode comprometer o mecanismo de vasodilatação muscular durante a prática de exercícios físicos e, consequentemente, o desempenho físico. O estudo sugere ainda que portadores do gene com o código alterado podem ser mais suscetíveis a doenças cardíacas e que, em atletas, a mutação pode diminuir a possibilidade de destaque em modalidades esportivas que exigem maior resistência física. Esta descoberta, juntamente com outros estudos avançados na área de genômica e esporte, renderam ao pesquisador do Instituto do Coração – InCor de São Paulo o 1º lugar do XXVI Prêmio Jovem Cientista, que este ano tratou do tema “Inovação Tecnológica nos Esportes”.

Os resultados desta pesquisa repercutiram tanto no campo da cardiologia quanto no da medicina do esporte. “Desde 2008, quando o estudo ganhou o prêmio de melhor pesquisa no 63º Congresso Brasileiro de Cardiologia, a maior repercussão tem sido no campo da ciência do esporte. No caso de atletas, este gene da eNOS pode, possivelmente, ser utilizado na detecção de talentos esportivos, com base na análise genômica.

Analisar as mutações genéticas, como foi feito na primeira etapa, e as diferenças de expressão dos genes, como na segunda etapa, pode ajudar pesquisadores e médicos a entender porque determinadas pessoas são menos beneficiadas pela prática de exercícios físicos do que outras. E, ainda, prever o quanto um indivíduo se beneficiará das atividades físicas antes mesmo de começar a se exercitar. Os benefícios parecem se estender para o esporte. As análises poderiam mostrar a um treinador o quanto seu atleta será capaz de melhorar seu rendimento em determinada modalidade esportiva. “Atletas apresentam graus diferenciados de desempenho, o que não é novidade para ninguém. No entanto, nossas análises estão permitindo enxergar estas diferenças a partir de um cenário nunca antes visualizado, ou seja, em toda extensão do DNA humano”.

Título Original da Pesquisa Vencedora: “Avanços em genômica para diagnósticos moleculares no esporte: mecanismos moleculares da variante G894T do gene óxido nítrico sintase endotelial (eNOS) e transcriptoma para o esporte”.

Veja a matéria na íntegra: CREFSP

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Sobre Prof. Carlos

Profissional registrado no Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e no Conselho Regional de Educação Física (CREF). Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Oeste Paulista – UNOESTE, pós graduado em Treinamento Desportivo pela Escola Superior de Pesquisa e Pós-Graduação-PR, possui curso de capacitação em treinamento personalizado, farmacologia e exercício, fisiologia do exercício e treinamento na saúde, na doença e no envelhecimento. Participa do Grupo de Estudo e Pesquisa em Programa de Exercícios Físicos no Envelhecimento (GEPPEFE).
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