Envelhecimento e qualidade de vida

Encontramos hoje na literatura especializada um crescimento no número de estudos e pesquisas associadas ao envelhecimento e como evitar seus efeitos prejudiciais, tendo visto que, a cada dia aumenta o número de pessoas que chegam a senescência. No passado as pessoas viviam menos por conta de algumas doenças que hoje estão erradicadas por meio da evolução da medicina e avanço da indústria farmacêutica. Hoje esse quadro mudou, pois a modernização proporciona uma vida mais prática e confortável, levando as pessoas a ficarem cada vez mais paradas, desencadeando assim uma série de fatores e alterações fisiológicas, entre elas as doenças hipocinéticas tais como hipertensão, aterosclerose e a diabetes melitus tipo II. Doenças que podem ser reversíveis, principalmente quando tem um acompanhamento profissional, especifico e multidisciplinar, envolvendo exercícios físicos, medicamentos e um alimentação equilibrada.

Além disso, ocorrem alterações psicossociais que interferem diretamente na vida funcional dessas pessoas, diminuindo sua autonomia, confiança e aumentando a dificuldade para realizar as atividades da vida diária (sentar, levantar, pentear os cabelos e outras). Entre as capacidades funcionais a força destaca-se por sua importância na realização de tais tarefas. Portanto, o envelhecimento combinado com o sedentarismo ocasiona uma diminuição da força muscular por conta da degeneração do sistema músculo esquelético (sarcopenia), causando o avanço da degeneração das cartilagens articulares (artrose) , que aumentam a incapacidade de executar tarefas corriqueiras do dia-a-dia.

Para tanto estudos realizados em diversos lugares do mundo apontam que os exercícios físicos diminuem as dores articulares significativamente, proporcionando mais segurança e conforto durante o dia. As pesquisas salientam que o melhor tipo de treinamento para essa população são os exercícios com pesos (musculação), uma vez que é possível controlar com mais segurança a amplitude de movimento, intensidade e volume de treino. Além disso contribuem para a manutenção ou até mesmo o aumento da força muscular.

Porém, deve ser ressaltado que o programa de treinamento a ser desenvolvido tem que seguir as recomendações e normas alicerçadas em um referencial teórico comprovado por meio de estudos científicos, isso após o individuo passar por uma avaliação médica e física.

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Sobre Prof. Carlos

Profissional registrado no Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e no Conselho Regional de Educação Física (CREF). Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Oeste Paulista – UNOESTE, pós graduado em Treinamento Desportivo pela Escola Superior de Pesquisa e Pós-Graduação-PR, possui curso de capacitação em treinamento personalizado, farmacologia e exercício, fisiologia do exercício e treinamento na saúde, na doença e no envelhecimento. Participa do Grupo de Estudo e Pesquisa em Programa de Exercícios Físicos no Envelhecimento (GEPPEFE).
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Uma resposta para Envelhecimento e qualidade de vida

  1. Muito bom artigo Nal,mas to precisando de um treinamento pra queimar gordura pois quero bater o peso no dia da pesagem,até mais,ABRAÇO!

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