Estudo afirma que correr faz bem para a saúde do joelho

Pesquisa constatou que, diferentemente do que se pensa, a corrida reduz as chances de inflamação na articulação e, portanto, é benéfica para a saúde do joelho

Sabe aquela velha história de que correr faz mal para a saúde do joelho? Pois é, um novo estudo chegou à conclusão de que essa afirmação não passa de um mito. Segundo os pesquisadores, ao contrário do que se pensa, a atividade pode reduzir as chances de inflamação na articulação e de artrose.
Desenvolvido por professores da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, o estudo avaliou as substâncias associadas ao processo de inflamação presentes no líquido sinovial – responsável por lubrificar a articulação – do joelho de homens e mulheres saudáveis e com idade entre 18 e 35 anos, antes e depois de se exercitarem. Eles descobriram que a concentração dessas moléculas pró-inflamatórias diminuiu após 30 minutos de corrida.
“Em indivíduos jovens e saudáveis, a corrida recreativa pode gerar a longo prazo um ambiente anti-inflamatório benéfico para a saúde do joelho”, afirma o pesquisador Robert Hyldahl.

Mais saúde na terceira idade

Um estudo semelhante feito no Colégio de Medicina Baylor, nos Estados Unidos, descobriu que os efeitos da corrida na saúde do joelho se refletem também no futuro, reduzindo as chances ou retardando o aparecimento da artrose, doença degenerativa dolorosa que afeta milhões de pessoas no mundo.
A pesquisa foi feita com 2.637 pessoas, sendo que 30% delas afirmaram ter praticado corrida em algum momento de suas vidas. Após análise dos dados e de exames, foi constatado que essa parcela de voluntários era menos propensa a ter dor no joelho e sintomas de artrose quando comparada com os não-corredores.
Mas cuidado, isso não quer dizer que os joelhos dos atletas são imunes a tudo. Pouco mais de 30% dos corredores analisados na pesquisa relataram sentir dor frequente no joelho.

Fonte: Portal da Educação Física

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As lesões mais comuns nos joelhos dos corredores

O aparecimento das lesões mais comuns nos joelhos dos corredores, muitas vezes, é reflexo da falta de planejamento que marca a prática da modalidade para uma parcela significativa de brasileiros

Por Pedro Lopes

O aparecimento das lesões mais comuns nos joelhos dos corredores, muitas vezes, é reflexo da falta de planejamento que marca a prática da modalidade para uma parcela significativa de brasileiros. Estima-se que o Brasil tenha entre 5 e 6 milhões de corredores de rua – e a imensa maioria correr sem qualquer tipo de orientação. Por ser um esporte barato e de fácil acesso, muita gente “cai de paraquedas” na modalidade, sem preparação e informação necessárias.

Durante a corrida, o impacto contínuo sobre as articulações é até três vezes maior que o peso de uma pessoa. Alguém que pesa 110 quilos e migra de repente do sedentarismo para o asfalto pode colocar sobre joelhos e tornozelos pouco ou nada preparados uma carga comparável a uma bomba-relógio: cerca de 330 quilos. Por isso, pessoas principalmente acima do peso que partem para a corrida sem supervisão castigam suas articulações e estão mais suscetíveis aos contratempos físicos.

Condromalácia

Trata-se de uma alteração da cartilagem que reveste a patela por dentro. Quando há uma sobrecarga ou trauma, a patela pode ser afetada, já que é o meio caminho entre o tendão patelar, que está abaixo, e o tendão quadriciptal. Pode ser classificada por graus, em que o 1 representa apenas um amolecimento, sem alterações graves na cartilagem, e o 4, em que a cartilagem já foi embora e o osso já aparece.

Causas:

  • Trauma por fricção crônica de força excessiva aplicada ao joelho
  • Evolução agressiva dos treinos e insistência em atividades com dor
  • Desalinhamento na patela e pronação acentuada dos pés

Sintomas:

  • Dores acentuadas à frente ou ao redor da região do joelho ao correr, subir e descer escadas e agachar
  • Estalos ao esticar ou flexionar os joelhos

Tendinite Patelar

Toda tendinite é uma inflamação de um tendão. Mais comum entre os homens, a tendinite patelar é o resultado de movimentos repetitivos, excesso de treinos ou da falta de alongamento. Sobrepõe os limites de elasticidade e resistência do tendão do joelho. Inicialmente, a dor ocorre após a corrida. Se a lesão não for tratada, os incômodos surgem durante o exercício e até em atividades cotidianas.

Causas:

  • Excesso de uso e esforço repetitivo
  • Fraqueza na musculatura da perna
  • Falta de alongamento
  • Erros posturais

Sintomas:

  • Dor ao subir e descer as escadas
  • Dor ao usar salto alto
  • Dor no início da prática esportiva

Síndrome Iliotibial

Pesadelo constante na vida dos corredores, a síndrome iliotibial é popularmente conhecida como dor na lateral do joelho, mas não pode ser confundida com a tendinite patelar. Uma inflamação do tecido conectivo entre a área que se estende do quadril às proximidades do joelho e a região do fêmur provoca, inicialmente, um incômodo ao pisar. Depois, pode fazê-lo rodar menos e com isso interromper seus treinos.

Causas:

  • Falta de força nos abdutores do quadril
  • Aumento não planejado do volume de treinos
  • Encurtamento muscular
  • Desalinhamento nos joelhos, nos tornozelos ou entre passadas

Sintomas:

  • Incômodo ao apalpar o lado de fora do joelho
  • Dificuldade para correr em descidas
  • Dor no joelho ao pisar
  • Incômodo durante o aquecimento

Tendinite da “Pata de ganso”

Pela semelhança com o membro da ave, o conjunto dos três tendões da tíbia proximal (sartório, grácil e semitendinoso) foi apelidado de “pata de ganso”. Uma hipersolicitação na região tensiona a “pata de ganso” e gera uma inflamação local. Também é consequência do excesso de treinos. Causas e sintomas são os mesmos que da tendinite patelar

Fonte: Ativo.com

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Musculação atenua sintomas da doença da Parkinson, diz estudo

Um estudo que será apresentado em encontro da Academia Americana de Neurologia em abril aponta que a prática de levantar peso atenua os danos à coordenação motora provocados pela doença de Parkinson.

O teste clínico realizado por uma equipe da Universidade de Illinois, na cidade de Chicago, levou em conta as melhorias da atividade física em portadores da doença, acompanhados durante dois anos pelos pesquisadores.

No trabalho, foram comparados os efeitos da musculação com outras formas de exercício, como alongamentos e técnicas de equilíbrio em 48 pacientes. Cada grupo de participantes se exercitou durante uma hora, duas vezes por semana, durante todos os 24 meses de estudo.

Os sintomas comuns à doença como rigidez no corpo e tremores foram medidos usando uma escala criada por especialistas (UPRDS, na sigla em inglês), que avalia a evolução da doença em seis, 12, 18 e 24 meses. As medidas foram feitas em épocas nas quais os pacientes não estavam tomando as medicações para controlar a doença degenerativa.

Tanto exercícios de equilíbrio e alongamento quanto musculação mostraram melhora na coordenação motora após seis meses, mas aqueles que levantaram pesos tiveram aumento de 7,3 pontos na escala UPRDS após os dois anos.

No período, aqueles que estavam fazendo somente exercícios de alongamento e de equilíbrio regrediram e voltaram ao estágio de coordenação que apresentavam no começo da experiência.

Os responsáveis pela pesquisa acreditam que a prática de exercícios de musculação pode ser benéfica para pacientes com Parkinson no longo prazo, mas estudos posteriores ainda são necessários.

Fonte: g1.globo.com

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Cãibras atingem cada vez mais atletas durante o treino

Essa contração involuntária dos músculos pode acontecer mesmo em repouso

Os músculos correspondem a aproximadamente 40% do peso corporal. As cãibras são contrações involuntárias e dolorosas de um músculo ou de um grupo de muscular que acometem apenas a musculatura estriada e afetam principalmente os músculos posteriores da perna (músculo gastrocnemio), e podem iniciar durante a atividade física, no repouso e até durante o sono. A etiologia é controversa.
Inicia-se mais frequentemente após uma contração muscular intensa com consequente encurtamento do músculo que está sofrendo o processo. Geralmente origina-se da fasciculação de um grupo muscular isolado ou da associação de grupos musculares que passam a contrair desordenadamente, sem o controle do índividuo.

As cãibras estão associadas a uma série de condições não relacionadas com o esporte ou exercício. O suor e a diurese excessiva podem causar uma hiponatremia (queda do sódio sérico). Isso é importante porque o organismo começa a utilizar sódio dos músculos quando as suas principais fontes de glicogênio acabam. Quando isso acontece pode ocorrer uma hiperritabilidade em algumas terminações nervosas que ficam hiperexitadas, provocando um estresse mecânico ao seu redor. Resultando em contrações espontâneas dos músculos, ou seja, nas cãibras. 

É importante salientar que as deficiências de outros minerais como cálcio, magnésio e potássio também podem causar cãibras musculares e problemas neuromotores. A falta de condicionamento físico e a fadiga também podem ser responsáveis pelas cãibras. Uma prova disso é a sua maior frequencia em atletas iniciantes, pouco preparados ou mal assessorados por um profissional da área. 

Na insuficiência renal aguda ou em pacientes que realizam hemodiálise, esses sintomas podem ocorrer mais comumente. Estas condições podem ser explicadas pela baixa concentração sérica de sódio no corpo. A administração de soluções salinas pode ajuda a combater os sintomas, causando alívio nas dores da contração muscular. Baixos níveis de cálcio e magnésio sérico também podem estar envolvidos no início dos sintomas. Entretanto nenhum destes desequilíbrios iônicos necessariamente tem que estar presente na gênese do problema. 

Outros fatores que favorecem a ocorrência de cãibras são doenças como diabetes, doenças neurológicas ou problemas vasculares. Há algumas evidências que indicam que o uso de certos suplementos dietéticos como creatina pode aumentar os riscos de cãibras musculares. 

Acabando com o problema

As cãibras podem ser momentaneamente interrompidas por uma contração ativa da musculatura antagonista à afetada, ou por um alongamento passivo forçado desta musculatura. Após esse primeiro sintoma, o músculo mostra alterações na excitabilidade e na contratilidade, mostrando-se fasciculado por alguns minutos. O músculo pode permanecer dolorido por alguns dias, dependendo da intensidade da cãibra. 

O tratamento pode ser iniciado com a administração de eletrólitos e a regulação do balanço hídrico (quantidade de água). Entretanto este tratamento não é comprovadamente eficaz. Cada vez mais se têm utilizado medicamentos para o tratamento das cãibras principalmente na população de não atletas.
Sulfato de quinina e fosfato de cloroquina tem sido benéficos principalmente nos casos de cãibras noturnas. A causa exata das cãibras durante os exercícios permanece controversa. Alguns estudos têm conduzido para hipótese de desidratação, distúrbios eletrolíticos e fadiga muscular.

Como prevenir as cãibras

– Alongar e aquecer a musculatura antes de iniciar a atividade física
– Adequada hidratação antes, durante e após a atividade física
– Repor níveis de sódio durante os intervalos de exercícios intensos e com transpiração abundante com bebidas esportivas ou com alimentos que contenham sódio
– Ingestão adequada de carboidratos para evitar a utilização de proteína muscular como forma de energia
– Assegurar uma recuperação nutricional adequada

Fonte: minhavida.com.br

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Exercícios físicos contribuem para o alívio da TPM

Com o exercício, o tratamento para a tensão tende a melhorar, pois o metabolismo é acelerado, fazendo a circulação sanguínea progredir. Segundo o instrutor da Bodytech Ribeirão Preto, Alexandre Oliveira, o alívio nos sintomas ocorre devido ao aumento da taxa metabólica, favorecendo a circulação sanguínea e melhorando a funções vitais do organismo como a oxigenação. Além de melhorar o desconforto abdominal, a atividade física eleva a autoestima, pois com a prática do esporte, há a liberação de endorfina, que está ligada diretamente à sensação de prazer. Como qualquer mulher, os desconfortos na TPM são desagradáveis para elas. Para a estudante de jornalismo, Marilia Dovigues, 23 anos, as mudanças de humor, mal estar e cefaleia são características dos momentos que vive quando está no período de tensão. A estudante comenta que a prática de exercícios ajuda de uma forma geral a melhorar os sintomas, pois, se exercitando regularmente, o corpo fica mais disposto. “As cólicas, o inchaço e o mal estar vão embora”, afirma. Marilia conta que na TPM a atividade física auxilia na regulação do humor, liberando serotonina. E a corrida também a ajuda a melhorar os sintomas de desconforto causados pela tensão. “O inchaço também melhora. E que mulher não quer isso?” brinca. O instrutor explica que exercitar a região pélvica com movimentos que fortaleçam o abdômen, como alongamentos e exercícios localizados são os melhores aliados para a mulher nessa fase. “Se o desconforto for grande, opte por atividades de curta duração, em média, 30 minutos, que aumentam a circulação e ajudam a eliminar o excesso de líquidos, promovendo uma sensação de bem-estar”, diz. Ele ainda frisa que é importante priorizar os treinos com menor intensidade durante este período para não levar os músculos à fadiga. “Este não é um momento para aumentar a carga dos treinos, é indicado se exercitar mais como uma forma de manutenção do que ganho de massa ou perda de peso”, ressalta. Alexandre comenta ainda que as mudanças são gradativas e os sintomas irão diminuir a cada ciclo, de acordo com o organismo de cada mulher. “Basta praticar as atividades conforme a capacidade física, respeitando sempre os próprios limites. Sendo assim, os sintomas irão desaparecendo gradativamente”, conclui.

Fonte: Portal da Educação Física

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Falta de atividade física mata 300 mil por ano no Brasil. Ser ‘jogador de final de semana’ causa prejuízos para a saúde

Retrato de um país sedentário, em que só 30% da população é fisicamente ativa e apenas entre meros 2% a 5% fazem exercícios em volume ideal. No Brasil, 300 mil pessoas morrem por ano de doenças associadas diretamente ao sedentarismo, uma a cada dois minutos, diz o médico Victor Matsudo, consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) para atividade física

Hoje começa o fim de semana, e muitos brasileiros planejam as mais do que tradicionais peladas, com três, quatro horas de futebol. A princípio, diversão e sinal de que, afinal, não são sedentários. Mas a batida expressão “só-que-não” nunca teve uso tão apropriado. Não só são sedentários quanto temerários. O exercício visto pela lente da ciência revela que a pelada pode até ser divertida, mas não traz benefício para a saúde. Na verdade, é arriscada. O mesmo vale para desportistas de fim de semana em geral. São os motoristas de domingo da saúde. Retrato de um país sedentário, em que só 30% da população é fisicamente ativa e apenas entre meros 2% a 5% fazem exercícios em volume ideal. No Brasil, 300 mil pessoas morrem por ano de doenças associadas diretamente ao sedentarismo, uma a cada dois minutos, diz o médico Victor Matsudo, consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) para atividade física e coordenador da Rede de Atividade Física da América Latina.

— De ontem para hoje, 154 mil pessoas no mundo morreram dessas doenças, principalmente as do coração. O sedentarismo é o fator de risco isolado, mas prevalente. A comunidade médica e científica demorou muito para acordar para o problema — diz Matsudo.

CORPO PRÉ-HISTÓRICO EM ROUPA MODERNA

Especialistas compartilham a preocupação:

— O sedentarismo é hoje o maior problema de saúde pública do país, o maior fator de risco isolado. É epidêmico e não recebe a devida atenção. Está na origem de uma série de doenças evitáveis — garante o professor de cardiologia da UFRJ Claudio Gil Araújo, um dos maiores especialistas do país em medicina do esporte e do exercício, com décadas de experiência que incluem o atendimento de atletas olímpicos a senhores de 97 anos.

O sedentarismo avança com a vida moderna, na qual se faz quase tudo sentado, no transporte, no lazer e no trabalho. Um exemplo está na exposição “Rio: primeiras poses — Visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930)”, no Instituto Moreira Salles. A observação de fotos antigas de transeuntes do Centro do Rio há mais de um século revela como a maioria das pessoas era mais magra, destacam os médicos. Não que fizessem ginástica, mas suas vidas eram ativas, andava-se mais. Atividade física não é o mesmo que esporte, lembra Matsudo.

A dose semanal mínima de exercício, segundo Araújo, é de 75 minutos de atividade intensa ou 150 minutos de moderada. Ele lembra que o estado do sedentarismo pode ser ainda mais grave do que o oficial, pois os dados vêm da pesquisa nacional Vigitel, importante, mas baseada em autodeclaração e feita apenas nas capitais. Ou seja, nem todo mundo que se declara ativo de fato é. E aí voltamos aos atletas de fim de semana, aquelas pessoas que fazem exercício uma vez a cada sete dias e se consideram ativas.

O fisiologista Igor Lucas Gomes-Santos, da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP, explica por que o exercício esporádico é perigoso:

— Jogar futebol durante três horas, uma vez por semana, é pior do que não fazer nada. Isso gera estresse oxidativo nas células, um processo que deflagra inflamação e desequilíbrio no organismo. Se você faz atividade até por menos tempo de uma vez, mas com regularidade, seu corpo é vacinado pelo exercício. Ele gera doses pequenas de estresse e essas levam a adaptações benéficas, ativam mecanismos protetores — salienta o pesquisador. — O exercício é homeostático. Ele normaliza tudo o que está alterado. Se a pressão está alta, ele baixa, por exemplo. E isso acontece porque nosso corpo evoluiu para o movimento. E essa adaptação ao movimento faz com que precisemos de estímulos. Pequeninos estresses diários. O exercício faz esse papel — diz.

E quando essas doses de estresse que mantém o corpo azeitado entram em descompasso, começam os problemas, observa.

O Homo sapiens surgiu há cerca de 200 mil anos e evoluiu para ser ativo, para correr pelo menos uns dez quilômetros por dia para comer e não ser comido. E assim foi a vida até há cerca de 11 mil anos, quando surgiu a agricultura. Ainda esta exigia grande gasto energético.

REPOUSO ABSOLUTO GERA EFEITOS COLATERAIS

As coisas não mudaram muito em termos de consumo de energia com a Revolução Industrial, já que as pessoas trabalhavam com grande esforço físico e andavam muito. Só há pouco mais de um século o trabalho se tornou mais sedentário; o transporte, idem; e a comida, abundante. A vida se tornou confortável. Só esqueceram de combinar com a evolução. O corpo continua o da Idade da Pedra, apenas vestido para o século XXI, em tamanhos cada vez maiores. A vida moderna proporcionou maior expectativa de vida (cerca de 30 anos maior que há um século), maior estatura (em média, sete centímetros a mais nos homens) e a eliminação de doenças infecciosas em grande parte. Porém, trouxe números epidêmicos de doenças menos frequentes há cem anos, como diabetes do tipo 2, certos tipos de câncer, mal de Alzheimer e males cardíacos.

— Vivemos com tecnologia moderna e corpo pré-histórico. E a regra do jogo é: tudo o que você não usa perde. Quando surge uma doença, não está preparado — salienta Gomes-Santos.

Quando nos exercitamos, o RNA em nossas células responde. É convertido em proteínas. A meia-vida desse RNA alterado pelo exercício é de segundos a dias. Em geral, o efeito dura cerca de 36 horas, diz Gomes-Santos.

— Hipertensos que se exercitam reduzem a pressão em 24 horas. Diabéticos sentem melhora nos níveis de insulina em duas semanas. Mas o efeito é temporário — destaca.

Precisamos sempre renovar a dose de atividade. Se paramos, o efeito é negativo, diz:

— Ficamos sem proteção e apenas com a parte ruim, que é o estresse oxidativo. Por isso, a regularidade e a progressão são importantes, e os exercícios intensos e esporádicos, péssimos.

O educador físico Marcelo Cabral, que trabalha com reabilitação, alerta para outro aspecto do problema:

— A atividade faz tanta diferença que, muitas vezes, uma pessoa com doença cardiovascular, mas bem condicionada fisicamente, apresenta um risco menor de males do coração do que um sedentário aparentemente saudável.

Araújo acrescenta que o repouso absoluto é um vilão a ser evitado. Pessoas doentes confinadas numa cama sofrem danos colaterais sérios.

— A cada dia deitado se perde 1% da capacidade física. Um mês de internação produz efeitos avassaladores sobre o corpo, que não foi feito para isso. Nosso manual de fábrica tem instruções para atividade e nenhuma para repouso exagerado. É por isso que o exercício é o melhor remédio. Atacar as causas. Os medicamentos atuam sobre as consequências — frisa Araújo.

O cardiologista Claudio Domenico é pioneiro na prescrição do exercício a seus pacientes.

— O indivíduo condicionado vive melhor e tem risco reduzido para muitas doenças — observa, ele próprio atleta, que rema de quatro a cinco vezes por semana — O médico precisa dar exemplo — diz.

Tanto ele quanto Araújo destacam que o estímulo à atividade física é o maior legado que as Olimpíadas podem deixar para o país.

Fonte: Portal da Educação Física

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OMS coloca bacon, linguiça e salsicha na lista de alimentos cancerígenos

Há ‘evidência suficiente’ de ligação desses alimentos com câncer, diz relatório.Texto alerta para risco de alto consumo de carne processada.

O consumo de produtos como salsicha, linguiça bacon e presunto, aumenta o risco de câncer do intestino em humanos, afirma um novo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) publicado nesta segunda-feira (26). De acordo com o documento, a carne processada é um fator de risco certo para a doença, e carnes vermelhas de um modo geral são um fator de risco “provável”.

As canes processadas foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogênicos – que já inclui tabaco, amianto e fumaça de diesel – para os quais já há “evidência suficiente” de ligação com o câncer. O relatório foi feito pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer), órgão ligado à OMS.

Risco de câncer
“Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal em razão do consumo de carne processada permanece pequeno, mas esse risco aumenta com a quantidade de carne consumida”, afirmou Kurt Straif, chefe de programa Monographs, do IARC, que avalia riscos para o câncer.

Um estudo de meta-análise — que avaliou diversos outros estudos– estima que cada porção diária de 50 gramas de carne processada aumente o risco de câncer colorretal em 18%. Esse tipo de câncer é hoje o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens, e está matando 694 mil pessoas por ano (segundo dados de 2012 da OMS, os mais recentes).

A carne vermelha – grupo dentro da qual estão tecido muscular de boi, porco, carneiro, bode e cavalo – foi classificada como um carcinógeno (produto capaz de provocar câncer) “provável” e entrou na lista do grupo 2A, que contém o glifosato, princípio ativo de muitos herbicidas.

A definição do IARC para carne processada inclui produtos “transformados por salgamento, curagem, fermentação, defumação e outros processos para realçar sabor ou melhorar a preservação”, afirma um artigo publicado por cientistas do IARC na revista médica “The Lancet”, que acompanhou a divulgação do novo relatório.

Carne vermelha
“Essas descobertas dão mais suporte às recomendações sanitárias atuais para limitar o consumo de carne”, afirmou Christopher Wild, diretor do IARC.

“Ao mesmo tempo, a carne vermelha tem valor nutricional”, afirmou o médico, sugerindo que as novas recomendações não sejam encaradas de maneira alarmista. “Esses resultados, então, são importantes para permitir governos e agências regulatórias internacionais para conduzirem avaliações de risco, de modo a equilibrar riscos e benefícios de comer carne vermelha ou processada e para fornecer as melhores recomendações diárias possíveis.”

“A maior parte das carnes processadas contém carne de porco ou boi, mas também pode conter outras carnes vermelhas, frango, carne de segunda (fígado, por exemplo), ou subprodutos da carne, como o sangue”, afirma o artigo.

A classificação mais branda para a carne vermelha é reflexo de “evidências limitadas” de que ela causa câncer. O IARC descobriu ligações principalmente com o câncer de intestino, mas também observou associações com tumores no pâncreas e na próstata, afirmou.

Fonte: g1.globo.com

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Exercícios físicos ajudam nos estudos

A musculação traz inúmeros benefícios para o corpo, mas muita gente ainda não se deu conta que a prática de exercícios físicos também oferece muitas vantagens para a mente, figurando dentre eles a efetiva melhora nos estudos.

É difícil imaginar como a regularidade nas atividades físicas interferem no desempenho escolar, mas o fato é que uma série de diferenciais é notada no aprendizado daqueles que dividem o tempo entre os livros e os halteres.

Quer saber como os exercícios físicos melhoram o desempenho dos estudantes? Veja a seguir!

Mens sana in corpore sano

A citação em latim expressa bem o principal objetivo da prática de exercícios: conquistar uma mente sã em um corpo são. O equilíbrio físico e mental é o resultado mais importante dos treinos sistemáticos, muito embora os atletas costumem ater-se exclusivamente às visíveis transformações físicas decorrentes do treino.

De acordo com especialistas da Harvard, a prática diária de exercícios aeróbicos (moderados) por 20 minutos, melhora pelo menos três funções cerebrais.

Exercitando a memória e o raciocínio lógico

Pesquisas recentes feitas por neurocientistas da Universidade de Illinois (EUA) apontaram que alunos que se saem bem nos exercícios físicos também apresentam um melhor desempenho nas atividades escolares. Além disso, crianças e adolescentes que praticam esportes com frequência apresentam uma performance escolar 20% superior à de alunos sedentários.

Isso acontece porque quando a pessoa se exercita a produção de neurônios aumenta. A prática de exercícios tem o poder de desenvolver células cerebrais, criando novas conexões interneurais e mantendo a mente sempre jovem e ativa.

Concentração nota 10

Praticar exercícios físicos ajuda muito na concentração e fixação de conteúdos. Quem os pratica, além de desenvolver melhor o raciocínio lógico e a memória, apresenta também reflexos mais apurados e maior foco na realização de atividades escolares ou acadêmicas.

De acordo com o Salk Institute, na Califórnia, pessoas adultas que caminham pelo menos três vezes por semana melhoram em até 15% a sua capacidade de aprendizado e concentração.

O exercício melhora a autoestima e prepara o caminho para a aprendizagem

O exercício físico traz vários benefícios psicológicos para seus praticantes, e um deles é a elevação da autoestima. Segundo recente estudo publicado pelo Journal of Pediatric Psycology, se a pessoa se sentir bem com ela mesma, ela ficará mais confiante, terá mais vontade de aprender e consequentemente o seu rendimento escolar será melhor.

A prática de exercícios ajuda ainda a minimizar os níveis de estresse, tão típicos em épocas de prova e nos períodos de tensão que envolvem o vestibular, a apresentação de trabalhos, monografias, entrevistas de emprego e afins. Exercícios leves e moderados fazem com que o corpo libere beta-endorfina, uma substância que proporciona bem-estar e prazer. Isso garante que a pessoa tenha ânimo para realizar todas as suas atividades sem sucumbir ao estresse.

Boas práticas para quem quer fazer da musculação uma aliada dos estudos

Se você deseja usar os exercícios para melhorar seu desempenho nos estudos, veja a seguir algumas dicas que preparamos exclusivamente para você:

  • Mesmo que a rotina de estudos esteja intensa, organize seu tempo de modo que você possa se exercitar ao menos três vezes por semana;
  • Opte por atividades prazerosas para você, afinal, o exercício não deve ser visto como obrigação;
  • Escolha exercícios moderados nas épocas de muita exigência nos estudos! A sobrecarga não faz bem ao seu rendimento intelectual;
  • Esportes coletivos, aulas de dança e atividades ao ar livre são ótimas pedidas para quem deseja dar um gás no desempenho dos estudos.

Quanto mais se trabalha o corpo, mais se exige do cérebro e, isso é muito positivo para a saúde e bem-estar de modo geral. Agora que você já sabe o quanto se exercitar faz bem para o desempenho acadêmico, que postura você vai adotar? Esperamos que você escolha os exercícios como uma “disciplina” para a vida toda. Vai valer a pena!

Bons estudos e ótimos treinos para você!

Fonte: Ciaathletica

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Exercícios físicos são aliados no combate à dor nas costas, afirmam especialistas

A prática de atividade física, mesmo que cause desconforto a quem sofre com a dor lombar, colabora para aliviar o sintoma. É o que indica um recente estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. Na ocasião, 109 pessoas que apresentavam o problema foram divididas em dois grupos: enquanto o primeiro se manteve fisicamente ativo, apesar da dor, o segundo praticou menos exercícios, e somente até o ponto de os mesmos não serem dolorosos. O resultado foi que os pacientes do primeiro grupo se recuperaram muito mais rapidamente e foram diagnosticados como menos propensos a se sentirem deprimidos, apesar de sentirem mais dores durante a prática do exercício.

— Se praticada regularmente, a atividade física não só alivia as dores de quem já sofre com a lombalgia, como também previne a dor nas costas em que ainda não a sentiu. O exercício ajuda a fortalecer a musculatura, o que aumenta a sustentação do corpo, diminui o risco de lesões e melhora a postura. Mas para quem é sedentário, é bom tomar cuidado com a intensidade dos exercícios, que deve progredir com o tempo — recomenda o médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo.

O especialista ainda afirma que o sedentarismo é a principal causa da dor nas costas.

— Entre 25 e 30 anos, os discos intervertebrais, que protegem e amortecem o atrito entre as vértebras na coluna, podem começar a apresentar complicações. Esse desgaste ocorre por causa dos maus hábitos, como fumar, carregar excesso de peso e falta de consciência postural, mas, sem dúvida, a falta de atividades físicas é o principal fator hoje em dia — destaca Melo.

Ainda de acordo com ele, o mais indicado para quem sofre com a dor lombar é que a prática de exercícios físicos seja de, no mínimo, 30 minutos diários.

 

Dicas simples para abandonar o sedentarismo e evitar a dor nas costas

— Prefira subir e descer escadas ao invés de usar o elevador ou a escada rolante;

— Deixe o carro na garagem para percorrer pequenas distâncias, como, por exemplo, aquela ida à padaria;

— No escritório, tente levantar a cada meia hora e caminhar um pouco pelo ambiete de trabalho – isto ajuda a evitar as dores;

— Quem pega ônibus para voltar para casa pode descer uma parada antes e fazer o restante do trajeto a pé;

— Pequenas tarefas domésticas, como fazer faxina, levar o cachorro para passear e arrumar a cama colaboram para colocar o corpo em movimento e evitar problemas futuros.

Fonte:zh.clicrbs.com.br

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Estudo liga dieta das mães na gravidez a problemas cardíacos no bebê

Mulheres que se alimentam de forma saudável antes e durante a gravidez podem diminuir o risco de o bebê desenvolver problemas de coração, dizem pesquisadores.

A relação aparece em um estudo, publicado no Archives of Diseases in Childhood Fetal & Neonatal Edition, que entrevistou 19 mil mulheres nos Estados Unidos – que tiveram filhos entre 1997 e 2009 – sobre suas dietas no ano anterior à gravidez.

Metade delas tinha tido filhos saudáveis, a outra metade tinha tido filhos com graves problemas cardíacos.

Ao comparar a dieta desses dois grupos, os pesquisadores descobriram que as mães que se alimentavam melhor tinham menos chance de ter filhos com problemas de coração congênitos.

Os cientistas dividiram a dieta em quatro grupos, de acordo com sua qualidade. As grávidas no melhor grupo tiveram menos chances de ter um bebê com defeitos no coração – como defeitos no septo atrial e tetralogia de Fallot – do que as do pior grupo, mesmo quando considerados outros fatores, como se a mãe tomou ácido fólico (presentes em alimentos como espinafre, brócolis e carnes vermelhas) ou era fumante.

Doenças cardíacas congênitas são um dos tipos de problemas de nascimento mais comuns, afetando até 9 em cada 1.000 bebês nascidos no Reino Unido e 1% dos nascimentos nos EUA.

Defeitos leves, como sopro no coração, muitas vezes não precisam ser tratados, porque podem melhorar sozinhos sem causar mais problemas. Mas outros podem ser mais sérios e alguns, letais.

Na maioria dos casos, os problemas decorrem de falhas ocorridas logo no início do desenvolvimento do feto. Alguns problemas de coração se devem a genes defeituosos e cromossomos. Mas, com frequência, não se sabe por que o coração do bebê não se desenvolve normalmente, diz a British Heart Foundation (BHF).

“É um estudo interessante que destaca a importância da alimentação desde o início da vida”, diz Victoria Taylor, nutricionista da BHF.

Escolhas saudáveis

Uma dieta considerada saudável inclui peixe, frutas, nozes e vegetais. Mulheres grávidas e tentando engravidar são aconselhadas a tomar determinados suplementos.

Especialistas recomendam ácido fólico – para reduzir o risco de outros problemas de parto como espinha bífida (uma má formação congênita) – e vitamina D – para gerar ossos e dentes saudáveis.

“Uma dieta saudável antes, durante e depois da gravidez pode ter benefícios para a mãe e para a criança, como visto aqui, toda a dieta tem que ser levada em consideração, e não se focar apenas em nutrientes individuais”, diz Taylor.

“Comer bem não é uma forma garantida de evitar efeitos congênitos no coração, mas esse será outro fator que vai motivar mulheres planejando uma gravidez a fazer escolhas saudáveis.”

Fonte: g1.globo.com

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