Hérnia de Disco

Conhecida por ser a maior causa de dores nas costas, a Hérnia de Disco se caracteriza pelo rompimento do Disco Intervertebral, esse disco se localiza entre uma vértebra e outra, na coluna vertebral e é composto por uma estrutura fibrosa e cartilaginosa que contém um líquido gelatinoso em seu centro, chamado núcleo pulposo. O núcleo funciona como um amortecedor para proteger das pressões e torções exercidas por nós no dia a dia. Má postura, traumas diretos ou de repetição, sedentarismo, ficar sentado ou em pé por muito tempo, são as maiores causas do problema.

Quando esse disco fibroso sofre uma fissura ou desgaste, permite que o líquido gelatinoso que está mantido no seu centro realize uma expansão ou abaulamento da sua estrutura e também pode se extravasar. Quando em pequenas proporções é chamado de protusão discal, já no caso de uma grande lesão, o líquido contido no núcleo poderá sair para o meio externo e, quando isso acontece, o disco poderá diminuir de volume, achatando-se.

Os sintomas mais comuns são: parestesia (formigamento) com ou sem dor, dor na coluna, na coluna e na perna (e/ou coxa), apenas na perna ou na coxa, na coluna e no braço, apenas no braço. Tais sintomas estão associados ao local de saída desse núcleo e o paciente poderá sentir fortes dores ou não.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Mudanças no estilo de vida são indispensáveis para evitar o surgimento da hérnia de disco.

Dentre as orientações, podemos destacar:

  • Praticar atividades físicas sob orientação profissional para, sobretudo, fortalecer a musculatura de sustentação da coluna, tornando-a mais resistente aos possíveis impactos;
  • Praticar exercícios de alongamento;
  • Adotar uma dieta saudável para controlar o peso corporal e prevenir que a coluna sofra com as sobrecargas;
  • Não carregar excesso de peso no dia-a-dia ou no trabalho;
  • Manter uma postura adequada em todas as situações.

Prof. Esp. Leudenei Sganzerla
CREF: 081722-G/SP


Prof.ª Paula Cristina S. Sganzerla
CREF: 133620-G/SP

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Condromalácia Patelar

Condromalácia patelar é um desgaste na cartilagem do joelho, na região do condilo femoral. O sintoma mais comum é a dor no joelho que piora ao subir ou descer escadas. Ajoelhar, agachar ou sentar com as pernas cruzadas também pode causar dor. As mulheres são as mais atingidas pela condição devido a desordem articular dos joelhos (valgos), causada pelo formato do quadril feminino, que é mais largo que nos homens, o qual ocasiona um desvio no eixo dos joelhos levando a um aumento de pressão na região da patela, favorecendo assim o surgimento da Condromalácia.

Entre as causas estão o estresse continuo das articulações do joelho na prática de esportes de corrida, saltos ou de movimentos repetitivos como a dança, fraqueza muscular na região dos joelhos e quadril ou traumas no local. Também pode estar associado há falta de alongamento, exercícios feitos de forma inadequada, sobrepeso, artrose e uso constante de saltos.

É dividida basicamente em quatro níveis ou graus, de acordo com a gravidade do comprometimento da patela:

Grau 1 – em que há uma pequena alteração na estrutura da cartilagem, com algumas fissuras atingindo apenas a camada superficial. Tem uma área menor que 1,5 cm².

Grau 2 – atinge a camada superficial e a camada de transição logo abaixo dela, com uma área total um pouco maior que 1,5 cm².

Grau 3 – Ela acomete mais de 50% da espessura da cartilagem, chegando à camada profunda.

Grau 4 – Ultrapassa as camadas e acaba expondo o osso subcondral, que fica abaixo da cartilagem.

Tratamento:

Médico – pode recomendar o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, de acordo com a gravidade do problema e as restrições do paciente. Também podem ser recomendados medicamentos para a reposição articular.

Personal Trainer – O profissional de Educação Física e essencial nessa fase, exercícios específicos para fortalecimento dos músculos que estabilizam os joelhos são imprescindíveis, sem o qual algumas das principais causas da Condromalácia não serão anuladas. Compressas de gelo, especialmente após os exercícios, também podem ser recomendadas.

Prof. Esp. Leudenei Sganzerla
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Síndrome do Piriforme

Dor no Quadril pode ser Síndrome do Piriforme.

Seu principal sintoma é uma dor profunda na região dos glúteos, que pode descer pela perna e se caracteriza por uma inflamação ou tensão excessiva no músculo piriforme.

O Piriforme está localizado na área profunda da nádega e é responsável pela rotação externa, extensão, abdução e estabilização do quadril, compondo a região do core.

Em certas condições, como treinos intensos de corrida com muitas subidas e terrenos irregulares ou exercícios excessivos para glúteos o músculo piriforme causa pressão no nervo ciático, que poderá se inflamar. Outros esportes que podem causar a síndrome são Ciclismo e Triathlon, pois exigem muito do músculo e podem causar traumas.

Tratamento:

  • A melhor maneira de prevenir a Síndrome do Piriforme é mantendo os músculos que participam do movimento de adução e abdução, alongados e fortalecidos;
  • Correção de fatores biomecânicos desencadeadores da síndrome;
  • Aconselhamento do aluno a respeito de exercícios domiciliares que podem ajudar a potencializar a recuperação.

Prof. Esp. Leudenei Sganzerla

CREF: 081722-G/SP

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Estudo afirma que correr faz bem para a saúde do joelho

Pesquisa constatou que, diferentemente do que se pensa, a corrida reduz as chances de inflamação na articulação e, portanto, é benéfica para a saúde do joelho

Sabe aquela velha história de que correr faz mal para a saúde do joelho? Pois é, um novo estudo chegou à conclusão de que essa afirmação não passa de um mito. Segundo os pesquisadores, ao contrário do que se pensa, a atividade pode reduzir as chances de inflamação na articulação e de artrose.
Desenvolvido por professores da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, o estudo avaliou as substâncias associadas ao processo de inflamação presentes no líquido sinovial – responsável por lubrificar a articulação – do joelho de homens e mulheres saudáveis e com idade entre 18 e 35 anos, antes e depois de se exercitarem. Eles descobriram que a concentração dessas moléculas pró-inflamatórias diminuiu após 30 minutos de corrida.
“Em indivíduos jovens e saudáveis, a corrida recreativa pode gerar a longo prazo um ambiente anti-inflamatório benéfico para a saúde do joelho”, afirma o pesquisador Robert Hyldahl.

Mais saúde na terceira idade

Um estudo semelhante feito no Colégio de Medicina Baylor, nos Estados Unidos, descobriu que os efeitos da corrida na saúde do joelho se refletem também no futuro, reduzindo as chances ou retardando o aparecimento da artrose, doença degenerativa dolorosa que afeta milhões de pessoas no mundo.
A pesquisa foi feita com 2.637 pessoas, sendo que 30% delas afirmaram ter praticado corrida em algum momento de suas vidas. Após análise dos dados e de exames, foi constatado que essa parcela de voluntários era menos propensa a ter dor no joelho e sintomas de artrose quando comparada com os não-corredores.
Mas cuidado, isso não quer dizer que os joelhos dos atletas são imunes a tudo. Pouco mais de 30% dos corredores analisados na pesquisa relataram sentir dor frequente no joelho.

Fonte: Portal da Educação Física

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As lesões mais comuns nos joelhos dos corredores

O aparecimento das lesões mais comuns nos joelhos dos corredores, muitas vezes, é reflexo da falta de planejamento que marca a prática da modalidade para uma parcela significativa de brasileiros

Por Pedro Lopes

O aparecimento das lesões mais comuns nos joelhos dos corredores, muitas vezes, é reflexo da falta de planejamento que marca a prática da modalidade para uma parcela significativa de brasileiros. Estima-se que o Brasil tenha entre 5 e 6 milhões de corredores de rua – e a imensa maioria correr sem qualquer tipo de orientação. Por ser um esporte barato e de fácil acesso, muita gente “cai de paraquedas” na modalidade, sem preparação e informação necessárias.

Durante a corrida, o impacto contínuo sobre as articulações é até três vezes maior que o peso de uma pessoa. Alguém que pesa 110 quilos e migra de repente do sedentarismo para o asfalto pode colocar sobre joelhos e tornozelos pouco ou nada preparados uma carga comparável a uma bomba-relógio: cerca de 330 quilos. Por isso, pessoas principalmente acima do peso que partem para a corrida sem supervisão castigam suas articulações e estão mais suscetíveis aos contratempos físicos.

Condromalácia

Trata-se de uma alteração da cartilagem que reveste a patela por dentro. Quando há uma sobrecarga ou trauma, a patela pode ser afetada, já que é o meio caminho entre o tendão patelar, que está abaixo, e o tendão quadriciptal. Pode ser classificada por graus, em que o 1 representa apenas um amolecimento, sem alterações graves na cartilagem, e o 4, em que a cartilagem já foi embora e o osso já aparece.

Causas:

  • Trauma por fricção crônica de força excessiva aplicada ao joelho
  • Evolução agressiva dos treinos e insistência em atividades com dor
  • Desalinhamento na patela e pronação acentuada dos pés

Sintomas:

  • Dores acentuadas à frente ou ao redor da região do joelho ao correr, subir e descer escadas e agachar
  • Estalos ao esticar ou flexionar os joelhos

Tendinite Patelar

Toda tendinite é uma inflamação de um tendão. Mais comum entre os homens, a tendinite patelar é o resultado de movimentos repetitivos, excesso de treinos ou da falta de alongamento. Sobrepõe os limites de elasticidade e resistência do tendão do joelho. Inicialmente, a dor ocorre após a corrida. Se a lesão não for tratada, os incômodos surgem durante o exercício e até em atividades cotidianas.

Causas:

  • Excesso de uso e esforço repetitivo
  • Fraqueza na musculatura da perna
  • Falta de alongamento
  • Erros posturais

Sintomas:

  • Dor ao subir e descer as escadas
  • Dor ao usar salto alto
  • Dor no início da prática esportiva

Síndrome Iliotibial

Pesadelo constante na vida dos corredores, a síndrome iliotibial é popularmente conhecida como dor na lateral do joelho, mas não pode ser confundida com a tendinite patelar. Uma inflamação do tecido conectivo entre a área que se estende do quadril às proximidades do joelho e a região do fêmur provoca, inicialmente, um incômodo ao pisar. Depois, pode fazê-lo rodar menos e com isso interromper seus treinos.

Causas:

  • Falta de força nos abdutores do quadril
  • Aumento não planejado do volume de treinos
  • Encurtamento muscular
  • Desalinhamento nos joelhos, nos tornozelos ou entre passadas

Sintomas:

  • Incômodo ao apalpar o lado de fora do joelho
  • Dificuldade para correr em descidas
  • Dor no joelho ao pisar
  • Incômodo durante o aquecimento

Tendinite da “Pata de ganso”

Pela semelhança com o membro da ave, o conjunto dos três tendões da tíbia proximal (sartório, grácil e semitendinoso) foi apelidado de “pata de ganso”. Uma hipersolicitação na região tensiona a “pata de ganso” e gera uma inflamação local. Também é consequência do excesso de treinos. Causas e sintomas são os mesmos que da tendinite patelar

Fonte: Ativo.com

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Musculação atenua sintomas da doença da Parkinson, diz estudo

Um estudo que será apresentado em encontro da Academia Americana de Neurologia em abril aponta que a prática de levantar peso atenua os danos à coordenação motora provocados pela doença de Parkinson.

O teste clínico realizado por uma equipe da Universidade de Illinois, na cidade de Chicago, levou em conta as melhorias da atividade física em portadores da doença, acompanhados durante dois anos pelos pesquisadores.

No trabalho, foram comparados os efeitos da musculação com outras formas de exercício, como alongamentos e técnicas de equilíbrio em 48 pacientes. Cada grupo de participantes se exercitou durante uma hora, duas vezes por semana, durante todos os 24 meses de estudo.

Os sintomas comuns à doença como rigidez no corpo e tremores foram medidos usando uma escala criada por especialistas (UPRDS, na sigla em inglês), que avalia a evolução da doença em seis, 12, 18 e 24 meses. As medidas foram feitas em épocas nas quais os pacientes não estavam tomando as medicações para controlar a doença degenerativa.

Tanto exercícios de equilíbrio e alongamento quanto musculação mostraram melhora na coordenação motora após seis meses, mas aqueles que levantaram pesos tiveram aumento de 7,3 pontos na escala UPRDS após os dois anos.

No período, aqueles que estavam fazendo somente exercícios de alongamento e de equilíbrio regrediram e voltaram ao estágio de coordenação que apresentavam no começo da experiência.

Os responsáveis pela pesquisa acreditam que a prática de exercícios de musculação pode ser benéfica para pacientes com Parkinson no longo prazo, mas estudos posteriores ainda são necessários.

Fonte: g1.globo.com

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Cãibras atingem cada vez mais atletas durante o treino

Essa contração involuntária dos músculos pode acontecer mesmo em repouso

Os músculos correspondem a aproximadamente 40% do peso corporal. As cãibras são contrações involuntárias e dolorosas de um músculo ou de um grupo de muscular que acometem apenas a musculatura estriada e afetam principalmente os músculos posteriores da perna (músculo gastrocnemio), e podem iniciar durante a atividade física, no repouso e até durante o sono. A etiologia é controversa.
Inicia-se mais frequentemente após uma contração muscular intensa com consequente encurtamento do músculo que está sofrendo o processo. Geralmente origina-se da fasciculação de um grupo muscular isolado ou da associação de grupos musculares que passam a contrair desordenadamente, sem o controle do índividuo.

As cãibras estão associadas a uma série de condições não relacionadas com o esporte ou exercício. O suor e a diurese excessiva podem causar uma hiponatremia (queda do sódio sérico). Isso é importante porque o organismo começa a utilizar sódio dos músculos quando as suas principais fontes de glicogênio acabam. Quando isso acontece pode ocorrer uma hiperritabilidade em algumas terminações nervosas que ficam hiperexitadas, provocando um estresse mecânico ao seu redor. Resultando em contrações espontâneas dos músculos, ou seja, nas cãibras. 

É importante salientar que as deficiências de outros minerais como cálcio, magnésio e potássio também podem causar cãibras musculares e problemas neuromotores. A falta de condicionamento físico e a fadiga também podem ser responsáveis pelas cãibras. Uma prova disso é a sua maior frequencia em atletas iniciantes, pouco preparados ou mal assessorados por um profissional da área. 

Na insuficiência renal aguda ou em pacientes que realizam hemodiálise, esses sintomas podem ocorrer mais comumente. Estas condições podem ser explicadas pela baixa concentração sérica de sódio no corpo. A administração de soluções salinas pode ajuda a combater os sintomas, causando alívio nas dores da contração muscular. Baixos níveis de cálcio e magnésio sérico também podem estar envolvidos no início dos sintomas. Entretanto nenhum destes desequilíbrios iônicos necessariamente tem que estar presente na gênese do problema. 

Outros fatores que favorecem a ocorrência de cãibras são doenças como diabetes, doenças neurológicas ou problemas vasculares. Há algumas evidências que indicam que o uso de certos suplementos dietéticos como creatina pode aumentar os riscos de cãibras musculares. 

Acabando com o problema

As cãibras podem ser momentaneamente interrompidas por uma contração ativa da musculatura antagonista à afetada, ou por um alongamento passivo forçado desta musculatura. Após esse primeiro sintoma, o músculo mostra alterações na excitabilidade e na contratilidade, mostrando-se fasciculado por alguns minutos. O músculo pode permanecer dolorido por alguns dias, dependendo da intensidade da cãibra. 

O tratamento pode ser iniciado com a administração de eletrólitos e a regulação do balanço hídrico (quantidade de água). Entretanto este tratamento não é comprovadamente eficaz. Cada vez mais se têm utilizado medicamentos para o tratamento das cãibras principalmente na população de não atletas.
Sulfato de quinina e fosfato de cloroquina tem sido benéficos principalmente nos casos de cãibras noturnas. A causa exata das cãibras durante os exercícios permanece controversa. Alguns estudos têm conduzido para hipótese de desidratação, distúrbios eletrolíticos e fadiga muscular.

Como prevenir as cãibras

– Alongar e aquecer a musculatura antes de iniciar a atividade física
– Adequada hidratação antes, durante e após a atividade física
– Repor níveis de sódio durante os intervalos de exercícios intensos e com transpiração abundante com bebidas esportivas ou com alimentos que contenham sódio
– Ingestão adequada de carboidratos para evitar a utilização de proteína muscular como forma de energia
– Assegurar uma recuperação nutricional adequada

Fonte: minhavida.com.br

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Exercícios físicos contribuem para o alívio da TPM

Com o exercício, o tratamento para a tensão tende a melhorar, pois o metabolismo é acelerado, fazendo a circulação sanguínea progredir. Segundo o instrutor da Bodytech Ribeirão Preto, Alexandre Oliveira, o alívio nos sintomas ocorre devido ao aumento da taxa metabólica, favorecendo a circulação sanguínea e melhorando a funções vitais do organismo como a oxigenação. Além de melhorar o desconforto abdominal, a atividade física eleva a autoestima, pois com a prática do esporte, há a liberação de endorfina, que está ligada diretamente à sensação de prazer. Como qualquer mulher, os desconfortos na TPM são desagradáveis para elas. Para a estudante de jornalismo, Marilia Dovigues, 23 anos, as mudanças de humor, mal estar e cefaleia são características dos momentos que vive quando está no período de tensão. A estudante comenta que a prática de exercícios ajuda de uma forma geral a melhorar os sintomas, pois, se exercitando regularmente, o corpo fica mais disposto. “As cólicas, o inchaço e o mal estar vão embora”, afirma. Marilia conta que na TPM a atividade física auxilia na regulação do humor, liberando serotonina. E a corrida também a ajuda a melhorar os sintomas de desconforto causados pela tensão. “O inchaço também melhora. E que mulher não quer isso?” brinca. O instrutor explica que exercitar a região pélvica com movimentos que fortaleçam o abdômen, como alongamentos e exercícios localizados são os melhores aliados para a mulher nessa fase. “Se o desconforto for grande, opte por atividades de curta duração, em média, 30 minutos, que aumentam a circulação e ajudam a eliminar o excesso de líquidos, promovendo uma sensação de bem-estar”, diz. Ele ainda frisa que é importante priorizar os treinos com menor intensidade durante este período para não levar os músculos à fadiga. “Este não é um momento para aumentar a carga dos treinos, é indicado se exercitar mais como uma forma de manutenção do que ganho de massa ou perda de peso”, ressalta. Alexandre comenta ainda que as mudanças são gradativas e os sintomas irão diminuir a cada ciclo, de acordo com o organismo de cada mulher. “Basta praticar as atividades conforme a capacidade física, respeitando sempre os próprios limites. Sendo assim, os sintomas irão desaparecendo gradativamente”, conclui.

Fonte: Portal da Educação Física

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Falta de atividade física mata 300 mil por ano no Brasil. Ser ‘jogador de final de semana’ causa prejuízos para a saúde

Retrato de um país sedentário, em que só 30% da população é fisicamente ativa e apenas entre meros 2% a 5% fazem exercícios em volume ideal. No Brasil, 300 mil pessoas morrem por ano de doenças associadas diretamente ao sedentarismo, uma a cada dois minutos, diz o médico Victor Matsudo, consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) para atividade física

Hoje começa o fim de semana, e muitos brasileiros planejam as mais do que tradicionais peladas, com três, quatro horas de futebol. A princípio, diversão e sinal de que, afinal, não são sedentários. Mas a batida expressão “só-que-não” nunca teve uso tão apropriado. Não só são sedentários quanto temerários. O exercício visto pela lente da ciência revela que a pelada pode até ser divertida, mas não traz benefício para a saúde. Na verdade, é arriscada. O mesmo vale para desportistas de fim de semana em geral. São os motoristas de domingo da saúde. Retrato de um país sedentário, em que só 30% da população é fisicamente ativa e apenas entre meros 2% a 5% fazem exercícios em volume ideal. No Brasil, 300 mil pessoas morrem por ano de doenças associadas diretamente ao sedentarismo, uma a cada dois minutos, diz o médico Victor Matsudo, consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) para atividade física e coordenador da Rede de Atividade Física da América Latina.

— De ontem para hoje, 154 mil pessoas no mundo morreram dessas doenças, principalmente as do coração. O sedentarismo é o fator de risco isolado, mas prevalente. A comunidade médica e científica demorou muito para acordar para o problema — diz Matsudo.

CORPO PRÉ-HISTÓRICO EM ROUPA MODERNA

Especialistas compartilham a preocupação:

— O sedentarismo é hoje o maior problema de saúde pública do país, o maior fator de risco isolado. É epidêmico e não recebe a devida atenção. Está na origem de uma série de doenças evitáveis — garante o professor de cardiologia da UFRJ Claudio Gil Araújo, um dos maiores especialistas do país em medicina do esporte e do exercício, com décadas de experiência que incluem o atendimento de atletas olímpicos a senhores de 97 anos.

O sedentarismo avança com a vida moderna, na qual se faz quase tudo sentado, no transporte, no lazer e no trabalho. Um exemplo está na exposição “Rio: primeiras poses — Visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930)”, no Instituto Moreira Salles. A observação de fotos antigas de transeuntes do Centro do Rio há mais de um século revela como a maioria das pessoas era mais magra, destacam os médicos. Não que fizessem ginástica, mas suas vidas eram ativas, andava-se mais. Atividade física não é o mesmo que esporte, lembra Matsudo.

A dose semanal mínima de exercício, segundo Araújo, é de 75 minutos de atividade intensa ou 150 minutos de moderada. Ele lembra que o estado do sedentarismo pode ser ainda mais grave do que o oficial, pois os dados vêm da pesquisa nacional Vigitel, importante, mas baseada em autodeclaração e feita apenas nas capitais. Ou seja, nem todo mundo que se declara ativo de fato é. E aí voltamos aos atletas de fim de semana, aquelas pessoas que fazem exercício uma vez a cada sete dias e se consideram ativas.

O fisiologista Igor Lucas Gomes-Santos, da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da USP, explica por que o exercício esporádico é perigoso:

— Jogar futebol durante três horas, uma vez por semana, é pior do que não fazer nada. Isso gera estresse oxidativo nas células, um processo que deflagra inflamação e desequilíbrio no organismo. Se você faz atividade até por menos tempo de uma vez, mas com regularidade, seu corpo é vacinado pelo exercício. Ele gera doses pequenas de estresse e essas levam a adaptações benéficas, ativam mecanismos protetores — salienta o pesquisador. — O exercício é homeostático. Ele normaliza tudo o que está alterado. Se a pressão está alta, ele baixa, por exemplo. E isso acontece porque nosso corpo evoluiu para o movimento. E essa adaptação ao movimento faz com que precisemos de estímulos. Pequeninos estresses diários. O exercício faz esse papel — diz.

E quando essas doses de estresse que mantém o corpo azeitado entram em descompasso, começam os problemas, observa.

O Homo sapiens surgiu há cerca de 200 mil anos e evoluiu para ser ativo, para correr pelo menos uns dez quilômetros por dia para comer e não ser comido. E assim foi a vida até há cerca de 11 mil anos, quando surgiu a agricultura. Ainda esta exigia grande gasto energético.

REPOUSO ABSOLUTO GERA EFEITOS COLATERAIS

As coisas não mudaram muito em termos de consumo de energia com a Revolução Industrial, já que as pessoas trabalhavam com grande esforço físico e andavam muito. Só há pouco mais de um século o trabalho se tornou mais sedentário; o transporte, idem; e a comida, abundante. A vida se tornou confortável. Só esqueceram de combinar com a evolução. O corpo continua o da Idade da Pedra, apenas vestido para o século XXI, em tamanhos cada vez maiores. A vida moderna proporcionou maior expectativa de vida (cerca de 30 anos maior que há um século), maior estatura (em média, sete centímetros a mais nos homens) e a eliminação de doenças infecciosas em grande parte. Porém, trouxe números epidêmicos de doenças menos frequentes há cem anos, como diabetes do tipo 2, certos tipos de câncer, mal de Alzheimer e males cardíacos.

— Vivemos com tecnologia moderna e corpo pré-histórico. E a regra do jogo é: tudo o que você não usa perde. Quando surge uma doença, não está preparado — salienta Gomes-Santos.

Quando nos exercitamos, o RNA em nossas células responde. É convertido em proteínas. A meia-vida desse RNA alterado pelo exercício é de segundos a dias. Em geral, o efeito dura cerca de 36 horas, diz Gomes-Santos.

— Hipertensos que se exercitam reduzem a pressão em 24 horas. Diabéticos sentem melhora nos níveis de insulina em duas semanas. Mas o efeito é temporário — destaca.

Precisamos sempre renovar a dose de atividade. Se paramos, o efeito é negativo, diz:

— Ficamos sem proteção e apenas com a parte ruim, que é o estresse oxidativo. Por isso, a regularidade e a progressão são importantes, e os exercícios intensos e esporádicos, péssimos.

O educador físico Marcelo Cabral, que trabalha com reabilitação, alerta para outro aspecto do problema:

— A atividade faz tanta diferença que, muitas vezes, uma pessoa com doença cardiovascular, mas bem condicionada fisicamente, apresenta um risco menor de males do coração do que um sedentário aparentemente saudável.

Araújo acrescenta que o repouso absoluto é um vilão a ser evitado. Pessoas doentes confinadas numa cama sofrem danos colaterais sérios.

— A cada dia deitado se perde 1% da capacidade física. Um mês de internação produz efeitos avassaladores sobre o corpo, que não foi feito para isso. Nosso manual de fábrica tem instruções para atividade e nenhuma para repouso exagerado. É por isso que o exercício é o melhor remédio. Atacar as causas. Os medicamentos atuam sobre as consequências — frisa Araújo.

O cardiologista Claudio Domenico é pioneiro na prescrição do exercício a seus pacientes.

— O indivíduo condicionado vive melhor e tem risco reduzido para muitas doenças — observa, ele próprio atleta, que rema de quatro a cinco vezes por semana — O médico precisa dar exemplo — diz.

Tanto ele quanto Araújo destacam que o estímulo à atividade física é o maior legado que as Olimpíadas podem deixar para o país.

Fonte: Portal da Educação Física

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OMS coloca bacon, linguiça e salsicha na lista de alimentos cancerígenos

Há ‘evidência suficiente’ de ligação desses alimentos com câncer, diz relatório.Texto alerta para risco de alto consumo de carne processada.

O consumo de produtos como salsicha, linguiça bacon e presunto, aumenta o risco de câncer do intestino em humanos, afirma um novo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) publicado nesta segunda-feira (26). De acordo com o documento, a carne processada é um fator de risco certo para a doença, e carnes vermelhas de um modo geral são um fator de risco “provável”.

As canes processadas foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogênicos – que já inclui tabaco, amianto e fumaça de diesel – para os quais já há “evidência suficiente” de ligação com o câncer. O relatório foi feito pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer), órgão ligado à OMS.

Risco de câncer
“Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal em razão do consumo de carne processada permanece pequeno, mas esse risco aumenta com a quantidade de carne consumida”, afirmou Kurt Straif, chefe de programa Monographs, do IARC, que avalia riscos para o câncer.

Um estudo de meta-análise — que avaliou diversos outros estudos– estima que cada porção diária de 50 gramas de carne processada aumente o risco de câncer colorretal em 18%. Esse tipo de câncer é hoje o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens, e está matando 694 mil pessoas por ano (segundo dados de 2012 da OMS, os mais recentes).

A carne vermelha – grupo dentro da qual estão tecido muscular de boi, porco, carneiro, bode e cavalo – foi classificada como um carcinógeno (produto capaz de provocar câncer) “provável” e entrou na lista do grupo 2A, que contém o glifosato, princípio ativo de muitos herbicidas.

A definição do IARC para carne processada inclui produtos “transformados por salgamento, curagem, fermentação, defumação e outros processos para realçar sabor ou melhorar a preservação”, afirma um artigo publicado por cientistas do IARC na revista médica “The Lancet”, que acompanhou a divulgação do novo relatório.

Carne vermelha
“Essas descobertas dão mais suporte às recomendações sanitárias atuais para limitar o consumo de carne”, afirmou Christopher Wild, diretor do IARC.

“Ao mesmo tempo, a carne vermelha tem valor nutricional”, afirmou o médico, sugerindo que as novas recomendações não sejam encaradas de maneira alarmista. “Esses resultados, então, são importantes para permitir governos e agências regulatórias internacionais para conduzirem avaliações de risco, de modo a equilibrar riscos e benefícios de comer carne vermelha ou processada e para fornecer as melhores recomendações diárias possíveis.”

“A maior parte das carnes processadas contém carne de porco ou boi, mas também pode conter outras carnes vermelhas, frango, carne de segunda (fígado, por exemplo), ou subprodutos da carne, como o sangue”, afirma o artigo.

A classificação mais branda para a carne vermelha é reflexo de “evidências limitadas” de que ela causa câncer. O IARC descobriu ligações principalmente com o câncer de intestino, mas também observou associações com tumores no pâncreas e na próstata, afirmou.

Fonte: g1.globo.com

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