Pubalgia

A Pubalgia é um quadro doloroso na região da virilha e na região central do osso púbis, afetando os tendões do músculo reto abdominal e adutores. Suas causas são muito variadas e acomete praticantes de esportes como futebol, tênis (devido as mudanças bruscas de direção) e também corredores de longas distâncias, atrapalhando bastante as rotinas de treinos e competições.

O principal sintoma é a dor na parte inferior do abdômen, podendo irradiar para parte interna das coxas, região genital, testículos e períneo e é mais frequente durante a prática esportiva e na realização de exercícios abdominais.

Tipos de Pubalgia


Aguda / Traumática:
Pode ocorrer por estresse mecânico intenso, com trauma direto no local ou com estresse repetitivo na região. Mais frequente em atividades esportivas com aceleração e desaceleração rápida do corpo, paradas bruscas e rotação do quadril.

Crônica: Em geral ocorre com corredores de grandes distâncias, onde o atleta sofre desequilíbrio mecânico na cintura pélvica por uso excessivo da região causado por esforço de repetição.

Classificações da Pubalgia


  • Grau 1
    – Dor do mesmo lado do corpo onde o maior esforço foi gerado, dor inguinal que melhora durante os exercícios, mas retorna após seu término;
  • Grau 2 – Dor dos dois lados dos membros inferiores, nos adutores. A dor piora após o término dos exercícios;
  • Grau 3 – Dores em ambos os adutores e retos abdominais, limitando significativamente o esporte. Dor também ocorre nas atividades diárias como sentar e levantar;
  • Grau 4 – Todos os sintomas anteriores, dor na região da coluna lombar, dificuldades da marcha, defecar, espirrar, entre outros.

Tratamento

Primeiramente é preciso retirar da rotina os fatore mecânicos que causam o problema. Em seguida entra o tratamento clínico, com medidas anti-inflamatórias e repouso. Após essa fase o principal objetivo é o fortalecimento da região do Core, musculatura que auxilia na estabilização da pelve. Esse tratamento é longo na maioria das vezes, mas muito eficiente, resultando em total recuperação.

Prof. Esp. Leudenei Sganzerla
CREF: 081722-G/SP

Prof.ª Paula Cristina S. Sganzerla
CREF: 133620-G/SP

Anúncios
Publicado em Saúde, Treinamento | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Melhore sua saúde melhorando seus hábitos

Muitas vezes pequenas atitudes no seu dia a dia podem ter como retorno muita saúde e qualidade de vida, ou seja, a inclusão de hábitos saudáveis pode garantir uma vida melhor e mais longa.


Confira agora alguns desses hábitos e comece a implementa-los em sua vida hoje mesmo, garanto que tudo começa a melhorar em relação a sua saúde.

1. Pratique exercícios: Não há dúvidas que os exercícios físicos trazem benefícios para nossa saúde, então, fuja do sedentarismo. Procure uma atividade que lhe traga prazer, musculação, caminhada, corrida, ciclismo, dança, não importa, o que mais importa é se movimentar, seu corpo foi feito para isso. Se existe uma coisa que você deve poupar durante a vida, é massa muscular, isso lhe garantirá muito mais saúde e qualidade de vida, ou seja, saia de casa, vá para academia, para o parque, movimente-se.

2. Durma bem: A qualidade do seu sono pode impactar diretamente na sua saúde, tanto física quanto mental e é um dos segredos para longevidade. O sono é responsável por reparar nosso organismo, equilibrando as funções metabólicas e endócrinas. Estudos mostram que uma noite adequada de sono não deve durar menos que 7 horas.

3. Beba água: A ingestão de água em abundância durante o dia só traz benefícios, colabora para prevenção de doenças, ajuda a diminuir o consumo diário de calorias, diminui os níveis de gordura saturada, sal, açúcar e colesterol e de quebra diminui o apetite. Um cálculo simples para saber sua quantidade de água ideal é tomar cerca de 35ml de água por quilo de peso, assim sendo, uma pessoa de 70kg deveria ingerir 2450ml de água por dia.

4. Coma melhor: Bons hábitos alimentares são peça chave para uma melhor qualidade de vida, procure um equilíbrio entre os macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras). Priorize alimentos naturais e fuja dos industrializado, basicamente, tudo que estiver em embalagens brilhantes e coloridas não é muito saudável. Minha recomendação, procure um nutricionista, com certeza ele fará a diferença na hora de montar o “Seu” cardápio.

Prof. Esp. Leudenei Sganzerla
CREF: 081722-G/SP

Prof.ª Paula Cristina S. Sganzerla
CREF: 133620-G/SP

Publicado em Saúde | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

Hérnia de Disco

Conhecida por ser a maior causa de dores nas costas, a Hérnia de Disco se caracteriza pelo rompimento do Disco Intervertebral, esse disco se localiza entre uma vértebra e outra, na coluna vertebral e é composto por uma estrutura fibrosa e cartilaginosa que contém um líquido gelatinoso em seu centro, chamado núcleo pulposo. O núcleo funciona como um amortecedor para proteger das pressões e torções exercidas por nós no dia a dia. Má postura, traumas diretos ou de repetição, sedentarismo, ficar sentado ou em pé por muito tempo, são as maiores causas do problema.

Quando esse disco fibroso sofre uma fissura ou desgaste, permite que o líquido gelatinoso que está mantido no seu centro realize uma expansão ou abaulamento da sua estrutura e também pode se extravasar. Quando em pequenas proporções é chamado de protusão discal, já no caso de uma grande lesão, o líquido contido no núcleo poderá sair para o meio externo e, quando isso acontece, o disco poderá diminuir de volume, achatando-se.

Os sintomas mais comuns são: parestesia (formigamento) com ou sem dor, dor na coluna, na coluna e na perna (e/ou coxa), apenas na perna ou na coxa, na coluna e no braço, apenas no braço. Tais sintomas estão associados ao local de saída desse núcleo e o paciente poderá sentir fortes dores ou não.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Mudanças no estilo de vida são indispensáveis para evitar o surgimento da hérnia de disco.

Dentre as orientações, podemos destacar:

  • Praticar atividades físicas sob orientação profissional para, sobretudo, fortalecer a musculatura de sustentação da coluna, tornando-a mais resistente aos possíveis impactos;
  • Praticar exercícios de alongamento;
  • Adotar uma dieta saudável para controlar o peso corporal e prevenir que a coluna sofra com as sobrecargas;
  • Não carregar excesso de peso no dia-a-dia ou no trabalho;
  • Manter uma postura adequada em todas as situações.

Prof. Esp. Leudenei Sganzerla
CREF: 081722-G/SP


Prof.ª Paula Cristina S. Sganzerla
CREF: 133620-G/SP

Publicado em Saúde | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Condromalácia Patelar

Condromalácia patelar é um desgaste na cartilagem do joelho, na região do condilo femoral. O sintoma mais comum é a dor no joelho que piora ao subir ou descer escadas. Ajoelhar, agachar ou sentar com as pernas cruzadas também pode causar dor. As mulheres são as mais atingidas pela condição devido a desordem articular dos joelhos (valgos), causada pelo formato do quadril feminino, que é mais largo que nos homens, o qual ocasiona um desvio no eixo dos joelhos levando a um aumento de pressão na região da patela, favorecendo assim o surgimento da Condromalácia.

Entre as causas estão o estresse continuo das articulações do joelho na prática de esportes de corrida, saltos ou de movimentos repetitivos como a dança, fraqueza muscular na região dos joelhos e quadril ou traumas no local. Também pode estar associado há falta de alongamento, exercícios feitos de forma inadequada, sobrepeso, artrose e uso constante de saltos.

É dividida basicamente em quatro níveis ou graus, de acordo com a gravidade do comprometimento da patela:

Grau 1 – em que há uma pequena alteração na estrutura da cartilagem, com algumas fissuras atingindo apenas a camada superficial. Tem uma área menor que 1,5 cm².

Grau 2 – atinge a camada superficial e a camada de transição logo abaixo dela, com uma área total um pouco maior que 1,5 cm².

Grau 3 – Ela acomete mais de 50% da espessura da cartilagem, chegando à camada profunda.

Grau 4 – Ultrapassa as camadas e acaba expondo o osso subcondral, que fica abaixo da cartilagem.

Tratamento:

Médico – pode recomendar o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, de acordo com a gravidade do problema e as restrições do paciente. Também podem ser recomendados medicamentos para a reposição articular.

Personal Trainer – O profissional de Educação Física e essencial nessa fase, exercícios específicos para fortalecimento dos músculos que estabilizam os joelhos são imprescindíveis, sem o qual algumas das principais causas da Condromalácia não serão anuladas. Compressas de gelo, especialmente após os exercícios, também podem ser recomendadas.

Prof. Esp. Leudenei Sganzerla
CREF: 081722-G/SP

Publicado em Treinamento | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Síndrome do Piriforme

Dor no Quadril pode ser Síndrome do Piriforme.

Seu principal sintoma é uma dor profunda na região dos glúteos, que pode descer pela perna e se caracteriza por uma inflamação ou tensão excessiva no músculo piriforme.

O Piriforme está localizado na área profunda da nádega e é responsável pela rotação externa, extensão, abdução e estabilização do quadril, compondo a região do core.

Em certas condições, como treinos intensos de corrida com muitas subidas e terrenos irregulares ou exercícios excessivos para glúteos o músculo piriforme causa pressão no nervo ciático, que poderá se inflamar. Outros esportes que podem causar a síndrome são Ciclismo e Triathlon, pois exigem muito do músculo e podem causar traumas.

Tratamento:

  • A melhor maneira de prevenir a Síndrome do Piriforme é mantendo os músculos que participam do movimento de adução e abdução, alongados e fortalecidos;
  • Correção de fatores biomecânicos desencadeadores da síndrome;
  • Aconselhamento do aluno a respeito de exercícios domiciliares que podem ajudar a potencializar a recuperação.

Prof. Esp. Leudenei Sganzerla

CREF: 081722-G/SP

Publicado em Treinamento | Marcado com , , , , , , , , | Deixe um comentário

Estudo afirma que correr faz bem para a saúde do joelho

Pesquisa constatou que, diferentemente do que se pensa, a corrida reduz as chances de inflamação na articulação e, portanto, é benéfica para a saúde do joelho

Sabe aquela velha história de que correr faz mal para a saúde do joelho? Pois é, um novo estudo chegou à conclusão de que essa afirmação não passa de um mito. Segundo os pesquisadores, ao contrário do que se pensa, a atividade pode reduzir as chances de inflamação na articulação e de artrose.
Desenvolvido por professores da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, o estudo avaliou as substâncias associadas ao processo de inflamação presentes no líquido sinovial – responsável por lubrificar a articulação – do joelho de homens e mulheres saudáveis e com idade entre 18 e 35 anos, antes e depois de se exercitarem. Eles descobriram que a concentração dessas moléculas pró-inflamatórias diminuiu após 30 minutos de corrida.
“Em indivíduos jovens e saudáveis, a corrida recreativa pode gerar a longo prazo um ambiente anti-inflamatório benéfico para a saúde do joelho”, afirma o pesquisador Robert Hyldahl.

Mais saúde na terceira idade

Um estudo semelhante feito no Colégio de Medicina Baylor, nos Estados Unidos, descobriu que os efeitos da corrida na saúde do joelho se refletem também no futuro, reduzindo as chances ou retardando o aparecimento da artrose, doença degenerativa dolorosa que afeta milhões de pessoas no mundo.
A pesquisa foi feita com 2.637 pessoas, sendo que 30% delas afirmaram ter praticado corrida em algum momento de suas vidas. Após análise dos dados e de exames, foi constatado que essa parcela de voluntários era menos propensa a ter dor no joelho e sintomas de artrose quando comparada com os não-corredores.
Mas cuidado, isso não quer dizer que os joelhos dos atletas são imunes a tudo. Pouco mais de 30% dos corredores analisados na pesquisa relataram sentir dor frequente no joelho.

Fonte: Portal da Educação Física

Publicado em Treinamento | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

As lesões mais comuns nos joelhos dos corredores

O aparecimento das lesões mais comuns nos joelhos dos corredores, muitas vezes, é reflexo da falta de planejamento que marca a prática da modalidade para uma parcela significativa de brasileiros

Por Pedro Lopes

O aparecimento das lesões mais comuns nos joelhos dos corredores, muitas vezes, é reflexo da falta de planejamento que marca a prática da modalidade para uma parcela significativa de brasileiros. Estima-se que o Brasil tenha entre 5 e 6 milhões de corredores de rua – e a imensa maioria correr sem qualquer tipo de orientação. Por ser um esporte barato e de fácil acesso, muita gente “cai de paraquedas” na modalidade, sem preparação e informação necessárias.

Durante a corrida, o impacto contínuo sobre as articulações é até três vezes maior que o peso de uma pessoa. Alguém que pesa 110 quilos e migra de repente do sedentarismo para o asfalto pode colocar sobre joelhos e tornozelos pouco ou nada preparados uma carga comparável a uma bomba-relógio: cerca de 330 quilos. Por isso, pessoas principalmente acima do peso que partem para a corrida sem supervisão castigam suas articulações e estão mais suscetíveis aos contratempos físicos.

Condromalácia

Trata-se de uma alteração da cartilagem que reveste a patela por dentro. Quando há uma sobrecarga ou trauma, a patela pode ser afetada, já que é o meio caminho entre o tendão patelar, que está abaixo, e o tendão quadriciptal. Pode ser classificada por graus, em que o 1 representa apenas um amolecimento, sem alterações graves na cartilagem, e o 4, em que a cartilagem já foi embora e o osso já aparece.

Causas:

  • Trauma por fricção crônica de força excessiva aplicada ao joelho
  • Evolução agressiva dos treinos e insistência em atividades com dor
  • Desalinhamento na patela e pronação acentuada dos pés

Sintomas:

  • Dores acentuadas à frente ou ao redor da região do joelho ao correr, subir e descer escadas e agachar
  • Estalos ao esticar ou flexionar os joelhos

Tendinite Patelar

Toda tendinite é uma inflamação de um tendão. Mais comum entre os homens, a tendinite patelar é o resultado de movimentos repetitivos, excesso de treinos ou da falta de alongamento. Sobrepõe os limites de elasticidade e resistência do tendão do joelho. Inicialmente, a dor ocorre após a corrida. Se a lesão não for tratada, os incômodos surgem durante o exercício e até em atividades cotidianas.

Causas:

  • Excesso de uso e esforço repetitivo
  • Fraqueza na musculatura da perna
  • Falta de alongamento
  • Erros posturais

Sintomas:

  • Dor ao subir e descer as escadas
  • Dor ao usar salto alto
  • Dor no início da prática esportiva

Síndrome Iliotibial

Pesadelo constante na vida dos corredores, a síndrome iliotibial é popularmente conhecida como dor na lateral do joelho, mas não pode ser confundida com a tendinite patelar. Uma inflamação do tecido conectivo entre a área que se estende do quadril às proximidades do joelho e a região do fêmur provoca, inicialmente, um incômodo ao pisar. Depois, pode fazê-lo rodar menos e com isso interromper seus treinos.

Causas:

  • Falta de força nos abdutores do quadril
  • Aumento não planejado do volume de treinos
  • Encurtamento muscular
  • Desalinhamento nos joelhos, nos tornozelos ou entre passadas

Sintomas:

  • Incômodo ao apalpar o lado de fora do joelho
  • Dificuldade para correr em descidas
  • Dor no joelho ao pisar
  • Incômodo durante o aquecimento

Tendinite da “Pata de ganso”

Pela semelhança com o membro da ave, o conjunto dos três tendões da tíbia proximal (sartório, grácil e semitendinoso) foi apelidado de “pata de ganso”. Uma hipersolicitação na região tensiona a “pata de ganso” e gera uma inflamação local. Também é consequência do excesso de treinos. Causas e sintomas são os mesmos que da tendinite patelar

Fonte: Ativo.com

Publicado em Saúde | Marcado com , , | Deixe um comentário

Musculação atenua sintomas da doença da Parkinson, diz estudo

Um estudo que será apresentado em encontro da Academia Americana de Neurologia em abril aponta que a prática de levantar peso atenua os danos à coordenação motora provocados pela doença de Parkinson.

O teste clínico realizado por uma equipe da Universidade de Illinois, na cidade de Chicago, levou em conta as melhorias da atividade física em portadores da doença, acompanhados durante dois anos pelos pesquisadores.

No trabalho, foram comparados os efeitos da musculação com outras formas de exercício, como alongamentos e técnicas de equilíbrio em 48 pacientes. Cada grupo de participantes se exercitou durante uma hora, duas vezes por semana, durante todos os 24 meses de estudo.

Os sintomas comuns à doença como rigidez no corpo e tremores foram medidos usando uma escala criada por especialistas (UPRDS, na sigla em inglês), que avalia a evolução da doença em seis, 12, 18 e 24 meses. As medidas foram feitas em épocas nas quais os pacientes não estavam tomando as medicações para controlar a doença degenerativa.

Tanto exercícios de equilíbrio e alongamento quanto musculação mostraram melhora na coordenação motora após seis meses, mas aqueles que levantaram pesos tiveram aumento de 7,3 pontos na escala UPRDS após os dois anos.

No período, aqueles que estavam fazendo somente exercícios de alongamento e de equilíbrio regrediram e voltaram ao estágio de coordenação que apresentavam no começo da experiência.

Os responsáveis pela pesquisa acreditam que a prática de exercícios de musculação pode ser benéfica para pacientes com Parkinson no longo prazo, mas estudos posteriores ainda são necessários.

Fonte: g1.globo.com

Publicado em Envelhecimento, Saúde, Treinamento | Marcado com , , | Deixe um comentário

Cãibras atingem cada vez mais atletas durante o treino

Essa contração involuntária dos músculos pode acontecer mesmo em repouso

Os músculos correspondem a aproximadamente 40% do peso corporal. As cãibras são contrações involuntárias e dolorosas de um músculo ou de um grupo de muscular que acometem apenas a musculatura estriada e afetam principalmente os músculos posteriores da perna (músculo gastrocnemio), e podem iniciar durante a atividade física, no repouso e até durante o sono. A etiologia é controversa.
Inicia-se mais frequentemente após uma contração muscular intensa com consequente encurtamento do músculo que está sofrendo o processo. Geralmente origina-se da fasciculação de um grupo muscular isolado ou da associação de grupos musculares que passam a contrair desordenadamente, sem o controle do índividuo.

As cãibras estão associadas a uma série de condições não relacionadas com o esporte ou exercício. O suor e a diurese excessiva podem causar uma hiponatremia (queda do sódio sérico). Isso é importante porque o organismo começa a utilizar sódio dos músculos quando as suas principais fontes de glicogênio acabam. Quando isso acontece pode ocorrer uma hiperritabilidade em algumas terminações nervosas que ficam hiperexitadas, provocando um estresse mecânico ao seu redor. Resultando em contrações espontâneas dos músculos, ou seja, nas cãibras. 

É importante salientar que as deficiências de outros minerais como cálcio, magnésio e potássio também podem causar cãibras musculares e problemas neuromotores. A falta de condicionamento físico e a fadiga também podem ser responsáveis pelas cãibras. Uma prova disso é a sua maior frequencia em atletas iniciantes, pouco preparados ou mal assessorados por um profissional da área. 

Na insuficiência renal aguda ou em pacientes que realizam hemodiálise, esses sintomas podem ocorrer mais comumente. Estas condições podem ser explicadas pela baixa concentração sérica de sódio no corpo. A administração de soluções salinas pode ajuda a combater os sintomas, causando alívio nas dores da contração muscular. Baixos níveis de cálcio e magnésio sérico também podem estar envolvidos no início dos sintomas. Entretanto nenhum destes desequilíbrios iônicos necessariamente tem que estar presente na gênese do problema. 

Outros fatores que favorecem a ocorrência de cãibras são doenças como diabetes, doenças neurológicas ou problemas vasculares. Há algumas evidências que indicam que o uso de certos suplementos dietéticos como creatina pode aumentar os riscos de cãibras musculares. 

Acabando com o problema

As cãibras podem ser momentaneamente interrompidas por uma contração ativa da musculatura antagonista à afetada, ou por um alongamento passivo forçado desta musculatura. Após esse primeiro sintoma, o músculo mostra alterações na excitabilidade e na contratilidade, mostrando-se fasciculado por alguns minutos. O músculo pode permanecer dolorido por alguns dias, dependendo da intensidade da cãibra. 

O tratamento pode ser iniciado com a administração de eletrólitos e a regulação do balanço hídrico (quantidade de água). Entretanto este tratamento não é comprovadamente eficaz. Cada vez mais se têm utilizado medicamentos para o tratamento das cãibras principalmente na população de não atletas.
Sulfato de quinina e fosfato de cloroquina tem sido benéficos principalmente nos casos de cãibras noturnas. A causa exata das cãibras durante os exercícios permanece controversa. Alguns estudos têm conduzido para hipótese de desidratação, distúrbios eletrolíticos e fadiga muscular.

Como prevenir as cãibras

– Alongar e aquecer a musculatura antes de iniciar a atividade física
– Adequada hidratação antes, durante e após a atividade física
– Repor níveis de sódio durante os intervalos de exercícios intensos e com transpiração abundante com bebidas esportivas ou com alimentos que contenham sódio
– Ingestão adequada de carboidratos para evitar a utilização de proteína muscular como forma de energia
– Assegurar uma recuperação nutricional adequada

Fonte: minhavida.com.br

Publicado em Treinamento | Deixe um comentário

Exercícios físicos contribuem para o alívio da TPM

Com o exercício, o tratamento para a tensão tende a melhorar, pois o metabolismo é acelerado, fazendo a circulação sanguínea progredir. Segundo o instrutor da Bodytech Ribeirão Preto, Alexandre Oliveira, o alívio nos sintomas ocorre devido ao aumento da taxa metabólica, favorecendo a circulação sanguínea e melhorando a funções vitais do organismo como a oxigenação. Além de melhorar o desconforto abdominal, a atividade física eleva a autoestima, pois com a prática do esporte, há a liberação de endorfina, que está ligada diretamente à sensação de prazer. Como qualquer mulher, os desconfortos na TPM são desagradáveis para elas. Para a estudante de jornalismo, Marilia Dovigues, 23 anos, as mudanças de humor, mal estar e cefaleia são características dos momentos que vive quando está no período de tensão. A estudante comenta que a prática de exercícios ajuda de uma forma geral a melhorar os sintomas, pois, se exercitando regularmente, o corpo fica mais disposto. “As cólicas, o inchaço e o mal estar vão embora”, afirma. Marilia conta que na TPM a atividade física auxilia na regulação do humor, liberando serotonina. E a corrida também a ajuda a melhorar os sintomas de desconforto causados pela tensão. “O inchaço também melhora. E que mulher não quer isso?” brinca. O instrutor explica que exercitar a região pélvica com movimentos que fortaleçam o abdômen, como alongamentos e exercícios localizados são os melhores aliados para a mulher nessa fase. “Se o desconforto for grande, opte por atividades de curta duração, em média, 30 minutos, que aumentam a circulação e ajudam a eliminar o excesso de líquidos, promovendo uma sensação de bem-estar”, diz. Ele ainda frisa que é importante priorizar os treinos com menor intensidade durante este período para não levar os músculos à fadiga. “Este não é um momento para aumentar a carga dos treinos, é indicado se exercitar mais como uma forma de manutenção do que ganho de massa ou perda de peso”, ressalta. Alexandre comenta ainda que as mudanças são gradativas e os sintomas irão diminuir a cada ciclo, de acordo com o organismo de cada mulher. “Basta praticar as atividades conforme a capacidade física, respeitando sempre os próprios limites. Sendo assim, os sintomas irão desaparecendo gradativamente”, conclui.

Fonte: Portal da Educação Física

Publicado em Saúde | Marcado com , , | Deixe um comentário